
Bom dia! Rascunho temático da edição de 22/06 (NR-1 e gestão de riscos psicossociais). Complete com a pauta e aprove antes do envio.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Quick Takes
- Para revisar: NR-1: revise inventário de riscos e plano de ação
- Para acompanhar: Riscos psicossociais já entram no PGR
Na edição de hoje
- Gestores como protagonistas na prevenção de riscos psicossociais
- MTE fiscaliza municípios paulistas para proteger trabalhadores do calor extremo
- TST reforça: saúde mental faz parte da segurança do trabalho
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Gestores como protagonistas na prevenção de riscos psicossociais

Um novo artigo publicado no OSHwiki, plataforma da agência europeia EU-OSHA, reforça o papel central dos gestores na identificação e controle dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho — tema cada vez mais urgente também no Brasil.
O que aconteceu
A EU-OSHA publicou um artigo técnico detalhando como líderes e gestores podem atuar diretamente na prevenção de riscos psicossociais, por meio do reconhecimento de fatores de risco, incentivo à comunicação aberta, participação dos trabalhadores e melhora na organização do trabalho.
Por que importa
No Brasil, a atualização da NR-1 tornou obrigatória a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO/PGR) a partir de 2025. O papel do gestor direto é peça-chave nesse processo — sem engajamento da liderança, qualquer programa de saúde mental no trabalho perde efetividade.
Na prática
Gestores devem ser capacitados para reconhecer sinais de sofrimento psíquico na equipe, manter canais de escuta ativos e participar da construção das medidas de controle previstas no PGR. A organização do trabalho — distribuição de tarefas, prazos e autonomia — também precisa entrar no radar da liderança como fator de risco ou proteção.
Bottom-line
Gestor bem preparado é a primeira linha de defesa contra riscos psicossociais — e agora isso também é exigência legal no Brasil.
FISCALIZAÇÃO
MTE fiscaliza municípios paulistas para proteger trabalhadores do calor extremo

O Ministério do Trabalho e Emprego deu um passo inédito no combate aos riscos do calor: auditores fiscais notificaram nove municípios do interior e da Grande São Paulo, exigindo que empregadores adotem medidas concretas para quem trabalha sob sol direto.
O que aconteceu
A Fiscalização do Trabalho realizou ação orientativa em nove cidades paulistas, notificando empresas e empregadores sobre a obrigatoriedade de medidas preventivas para atividades a céu aberto. Entre as exigências estão fornecimento de água potável, pausas para resfriamento e ajustes na organização da jornada nos horários de maior calor.
Por que importa
Com ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas no Brasil, trabalhadores de construção civil, agricultura, logística e serviços externos estão entre os mais vulneráveis ao estresse térmico. A ação sinaliza que o tema será tratado com rigor crescente pelos auditores — e que empresas que ainda não se adaptaram correm risco de autuação nas próximas etapas.
Na prática
Empresas com trabalhadores expostos ao calor devem mapear o risco térmico no PGR, garantir hidratação constante, prever pausas em locais sombreados e considerar a reorganização de horários nos períodos mais críticos do dia. Documentar essas medidas é essencial para demonstrar conformidade em caso de fiscalização.
Bottom-line
A notificação orientativa é o primeiro aviso; quem não agir agora pode enfrentar autuação nas próximas rodadas de fiscalização.
SAÚDE MENTAL
TST reforça: saúde mental faz parte da segurança do trabalho

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) voltou ao tema da saúde mental como componente essencial da segurança no ambiente de trabalho — um alerta que ganha ainda mais peso com as mudanças trazidas pela atualização da NR-1.
O que aconteceu
O TST publicou conteúdo reforçando que cuidar da saúde mental dos trabalhadores não é diferencial, mas obrigação ligada diretamente à segurança do trabalho. A iniciativa integra a série 'Direto da Rede', voltada à difusão de boas práticas trabalhistas.
Por que importa
Com a atualização da NR-1, que passou a exigir o gerenciamento de riscos psicossociais no PGR, empresas brasileiras precisam encarar o sofrimento mental como risco ocupacional real — e a sinalização do TST reforça que o Judiciário está atento a esse tema.
Na prática
Profissionais de SST devem incluir os riscos psicossociais no mapeamento do PGR, envolver a área de saúde ocupacional no monitoramento de indicadores de saúde mental e garantir que gestores estejam treinados para identificar sinais de adoecimento nas equipes.
Bottom-line
Saúde mental é segurança do trabalho — e ignorar esse risco pode gerar passivo jurídico e humano para as organizações.
Giro SST
TST leva ação itinerante a aldeia indígena Manga no último dia de atividades
O TST concluiu ação itinerante na aldeia Manga, aproximando a Justiça do Trabalho de trabalhadores indígenas e reforçando a necessidade de cumprimento das normas trabalhistas e de SST nessas comunidades.
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho ↗eSocial sem informações suficientes: matéria não pode ser gerada
O item recebido não tinha conteúdo para apuração. A matéria ficará em espera até o envio do texto original completo.
Fonte: eSocial ↗MTE inaugura 12ª Casa do Trabalhador, desta vez em Belém
O MTE inaugurou a 12ª Casa do Trabalhador em Belém, reunindo serviços do Sine para ampliar o acesso de trabalhadores à intermediação de emprego e orientação sobre direitos.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego ↗
Giro no Mundo
EU-OSHA encomenda estudo inédito sobre acidentes de trabalho na União Europeia
A EU-OSHA contratará especialistas para produzir análise baseada em evidências sobre acidentes de trabalho na União Europeia, cobrindo tendências, causas e prevenção. O relatório integrará a série 'OSH in figures' e poderá servir de referência internacional para profissionais de SST brasileiros.
Por que importa: Para o Brasil, acompanhar iniciativas como essa é estratégico: o país ainda registra milhares de acidentes fatais por ano e carece de análises integradas que cruzem dados de diferentes fontes — algo que a UE busca sistematizar. Relatórios europeus desse tipo costumam influenciar diretrizes da OIT e servem de referência para modernização de normas em países em desenvolvimento, incluindo revisões de NRs e metodologias de PGR.
Fonte: EU-OSHA ↗EU-OSHA inaugura nova sede em hub de inovação em Bilbao
A EU-OSHA realizou sua primeira reunião oficial no B Accelerator Tower, em Bilbao, futuro sede permanente da agência a partir de setembro. A mudança aproxima a principal referência europeia em SST de um ambiente de inovação, com potencial impacto nas tendências globais da área.
Por que importa: A EU-OSHA é a principal referência europeia em pesquisa e diretrizes de SST, e suas publicações influenciam diretamente políticas e boas práticas adotadas no Brasil. A instalação em um hub de inovação sinaliza uma agenda mais próxima das tendências emergentes no mundo do trabalho — temas como riscos psicossociais, digitalização e novas formas de trabalho devem ganhar ainda mais protagonismo nos próximos estudos da agência.
Fonte: EU-OSHA ↗
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